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Tratamentos de cancer podem provocar efeitos colaterais e deixar a boca mais sensível

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Apesar de importantes para o tratamento do câncer, a quimioterapia e a radioterapia podem desencadear alguns sintomas que, quando não tratados, prejudicam a saúde da boca e, até mesmo, o tratamento da doença. Cada pessoa reage de maneira diferente à quimioterapia e à radioterapia, mas alguns efeitos colaterais são mais comuns, como o aumento da sensibilidade da gengiva, dos dentes e da mucosa.

Entre as queixas mais frequentes estão a perda de paladar e o surgimento de mucosite (feridas), xerostomia (boca seca), candidose (infecção por fungos popularmente conhecida como sapinho) e cárie de radiação. Estes sintomas podem ser temporários ou permanentes, dependendo do local e tipo de tumor, assim como da dose das medicações utilizadas.

É importante destacar que é possível prevenir e controlar estes problemas, e a principal ferramenta para isto é a manutenção rigorosa da higiene bucal. O paciente também precisa de cuidados odontológicos antes, durante e após o tratamento.

De acordo com o  cirurgião-dentista e diretor do ambulatório de Odontologia do HSPE (Hospital do Servidor Público Estadual) Cassiano Silveira consultas periódicas com o dentista são sempre essenciais.

— No caso do paciente oncológico, essa necessidade se acentua ainda mais. Estas pessoas deverão receber cuidados odontológicos especiais por toda a vida.

Veja algumas regras essenciais para a manutenção da saúde bucal dos pacientes em tratamentos com quimioterapia e radioterapia:

— Cuide detalhadamente da higiene, passando fio dental e escovando cuidadosamente os dentes, gengiva e língua após as refeições. Neste processo, indica-se o uso de escovas com cerdas macias e creme dental com flúor;

— Quem faz uso de dentaduras deve certificar-se de que o aparelho está bem ajustado à boca e não causando feridas. Ela deve ser limpa diariamente, com auxílio de uma escova de dente. Se possível, diminua o tempo de uso do objeto; nos momentos em que não estiver sendo utilizada, mantenha a dentadura seca ou submersa em água misturada a uma colher de café de água sanitária;

— Mantenha a boca úmida. Além de beber água frequentemente, mascar chicletes sem açúcar e utilizar saliva artificial podem ajudar;

—  Evite o uso de enxaguantes bucais com álcool e de palitos de dente;

— Não consuma bebidas alcoólicas ou produtos derivados do tabaco (cigarro, charuto, cachimbo e fumo para mascar);

— Consulte um dentista regularmente.

 

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Câncer bucal, como lidar?

O câncer bucal é mais frequente em pessoas brancas e tem maior ocorrência no lábio inferior. Esse tipo inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral como mucosa bucal, gengivas, palato, duro, língua oral e assoalho da boca. Normalmente, o câncer em outras regiões da boca acontece especialmente em tabagistas. Os riscos são maiores em tabagistas alcoólatras.

Entre os fatores de risco que podem agravar a doença são: idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros. O consumo de álcool aliado a maus hábitos de higiene bucal e o uso de próteses dentárias mal ajustadas também são fatores que ajudam no desenvolvimento do câncer.

O principal sintoma é o aparecimento de feridas na boca, que não cicatrizam em uma semana. Além disso, ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores, que podem sangrar ou não e manchas avermelhadas e esbranquiçadas nos lábios e na mucosa bucal são sinais que devem ser considerados.

Quando a pessoa apresenta dificuldade para falar, mastigar e engolir é preciso ficar atento, pois o câncer pode estar em estágio avançado.

A melhor forma de prevenção é visitar periodicamente seu dentista de confiança e manter uma rotina de cuidados preventivos. Manter uma dieta saudável e evitar o hábito de fumar também ajudam a prevenir o câncer de boca. Mas, se o câncer for diagnosticado o paciente deve seguir as instruções do seu médico para realizar os tratamentos mais eficazes. Entre as opções estão: cirurgia, radioterapia, esvaziamento cervical da parte comprometida e a quimioterapia.