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Tipos de doenças periodontais

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A doença periodontal é caracterizada pela infecção dos tecidos que envolvem e que sustentam os dentes. Ela é causada pela placa bacteriana, que é formada por uma camada de bactérias que se forma sobre os dentes e criam as toxinas que prejudicam as gengivas.

Existem cinco tipos de doenças periodontais: gengivite, periodontite crônica, periodontite agressiva, periodontite necrosante e periodontite como manifestação de doença sistêmica.

A gengivite é a forma mais comum e mais branda e afeta somente as gengivas. A periodontite crônica envolve o tecido ósseo e é a modalidade mais frequente. A periodontite agressiva é caracterizada por se manifestar em idades precoces e por sua progressão rápida. Ela também pode se manifestar em vários indivíduos da mesma família. A periodontite necrosante é uma forma altamente destrutiva, que precisa de tratamento rápido. Já a periodontite como manifestação sistêmica é caracterizada pela própria doença que pode agravar a saúde do paciente que possui doenças cardiovasculares e diabetes.

O sinal mais característico do problema é o sangramento. Além disso, alteração na posição dos dentes, inchaço, modificação na mobilidade, retrações gengivais e retenções de alimentos são indícios de que a doença já pode estar instalada.

Para realizar o tratamento, o paciente deve se dirigir ao dentista que vai retirar a placa através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. As cirurgias podem ser indicadas caso os procedimentos citados não atinjam toda a área da raiz comprometida. Mesmo com o tratamento adequado, podem haver sequelas como deslocamento na posição do dente e retração gengival. Para diminuir esses efeitos existem procedimentos cirúrgicos e protéticos.
Consultoria: Clinica ImplArt – Estética dental e Implante dentário http://www.clinicaimplart.com.br

O que é gengivites?

A gengivite é uma inflamação na gengiva que está relacionada com a placa bacteriana, uma película e sem cor que se forma nos dentes e nas gengivas. Se ela não for removida pela escovação diária e pelo uso do fio dental produz as toxinas que irritam a mucosa e causam a gengivite.

O tratamento tem mais eficácia quando é feito no estágio inicial, pois os danos podem ser revertidos já que o osso e o tecido conjuntivo, que segura os dentes no lugar, ainda não foram atingidos. Mas, se a doença não for tratada, ela pode se tornar uma periodontite e trazer danos aos dentes, a mandíbula e ao maxilar.

Gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que sangram durante a escovação, retração da gengiva com o aumento da aparência dos dentes, bolsas entre os dentes e as gengivas são alguns dos sintomas da gengivite. Os pacientes também podem apresentar mau hálito e sentir o gosto dos alimentos de forma alterada. Assim que a pessoa perceber uma dessas características o correto é que ela procure seus dentista de confiança para confirmar o diagnóstico.

Para prevenir o problema, os pacientes devem manter uma boa higiene bucal com uma escovação correta e o uso de fio dental, para remover a placa, restos de comida e controlar o aparecimento de tártaro.
A alimentação correta e balanceada também ajuda na prevenção. As visitas periódicas ao dentista são essenciais para evitar a gengivite, além de outros problemas no futuro.
Consultoria: Clinica ImplArt – Estética dental e Implante dentário http://www.clinicaimplart.com.br

O que é a doença Periodontal ?

0 que é periodonto?
É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam raiz ao osso.

0 que é Doença Periodontal (DP)? É a mesma coisa que gengivite?
É o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.

Como posso saber se já tenho a DP?
0 sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc.

Ao perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse procedimento de limpeza?
Não, desde que esteja passando o fio corretamente. 0 sangramento denota a presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las.

Existem medicamentos indicados para o tratamento?
Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente.

Qual a causa da DP?
A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc.

Corno o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista?
É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas; para facilitar o acesso.

Uma vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente?
Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem miminizar esses defeitos.

De quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento?
As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a o progressão da doença como a sua recidiva.

Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/6 meses para a maioria das pessoas.

E possível prevenir esta doença?
A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista.
Prevenção: Limpeza bucal doméstica + Limpeza profissional de 6/6 meses.

Orientações sugeridas por Cid Ferraz – Pós-graduando em Periodontia pela Universidade de Oslo – Noruega – e por Leda Viegas Garbino – Especialista em Periodontia.
REVISTA DA APCD V. 48, Nº 6, NOV./DEZ. 1994